Trissomia 21 (Síndrome de Down)
Identificação
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Trissomia 21 |
| Epônimo | Síndrome de Down |
| OMIM | #190685 (link) |
| Orpha | 1160 (link) |
| Mecanismo genético | Trissomia 21 livre (95%, não-disjunção meiótica) · Translocação Robertsoniana (4%, pode ser herdada de portador balanceado) · Mosaicismo (1%) |
| Herança | Esporádica na maioria; translocação pode ser herdada — investigar pais em casos por translocação |
| Sistema afetado | Multissistêmico (cardíaco, GI, esquelético, GU, hematológico, endócrino, SNC) |
| Grupo | Aneuploidia cromossômica autossômica |
Epidemiologia
Incidência geral ao nascimento: ~1:500 nascidos vivos (ACMG 2025 — Palomaki). Estimativas anteriores citavam 1:700–800; dados mais recentes mostram incidência ligeiramente maior. A incidência observada pode variar conforme acesso ao rastreamento pré-natal entre regiões.
Risco por idade materna (incidência ao nascimento):
| Idade materna | Risco aproximado |
|---|---|
| 20 anos | 1:1.250 (8/10.000) |
| 25 anos | 1:1.000 (10/10.000) |
| 30 anos | 1:714 (14/10.000) |
| 35 anos | 1:294 (34/10.000) |
| 40 anos | 1:86 (116/10.000) |
Fonte: ACOG/SMFM Obstetric Care Consensus #11 (2023), baseado em dados populacionais dos EUA.
Nota clínica: O risco no primeiro trimestre é maior que ao nascimento (perda fetal espontânea entre 1T e termo é ~30% em fetos com T21). Calculadoras de rastreamento usam o risco da idade gestacional do exame, não do nascimento. Para converter risco ao termo:
- Risco no 1T ≈ risco ao termo × 1,75
- Risco no 2T ≈ risco ao termo × 1,3
Mecanismo Genético
| Mecanismo | Frequência |
|---|---|
| Trissomia 21 livre (não-disjunção meiótica) | 96% |
| Translocação Robertsoniana (pode ser herdada de portador balanceado) | 3–4% |
| Mosaicismo | 1–2% |
Fonte: AAP 2022 (Bull, Pediatrics); ACMG 2025 (Palomaki).
Herança: Esporádica na maioria dos casos. Translocação pode ser herdada — investigar cariótipo parental em casos por translocação Robertsoniana.
Achados Ultrassonográficos
1º Trimestre (11–13⁺⁶ semanas, CCN 45–84 mm)
Marcadores de alto impacto:
- Translucência nucal (TN) aumentada — o padrão-ouro utiliza percentis ajustados para CCN (comprimento cabeça-nádega), não valor fixo absoluto:
- TN >P95 ou >P99 ajustado para CCN (padrão FMF) — abordagem preferida.
- TN ≥3,0 mm — limiar fixo aceito por alguns protocolos (ACOG 2020), mas com especificidade inferior.
- TN ≥1,9 MoM (múltiplos da mediana) — proposta moderna (Hui 2021, AJOG) com melhor especificidade que o limiar fixo de 3,0 mm na era do cfDNA/microarray.
- Sensibilidade ~70% para T21 quando isolada; submedida de 0,5 mm reduz sensibilidade em 18% — credenciamento FMF é essencial.
- Osso nasal ausente ou hipoplásico — presente em ~60–70% dos fetos com T21 vs ~1–3% euploides. LR+ ~23 (Agathokleous 2013).
- Regurgitação tricúspide — presente em ~55% T21 vs ~1% euploides no 1T.
- Onda A reversa no ducto venoso — presente em ~60% T21 vs ~3% euploides.
Achados estruturais associados (menos comuns no 1T, mas valiosos quando presentes):
- Higroma cístico septado (sobreposição com Turner — investigar cariótipo)
- Defeito do septo atrioventricular precoce
- Onfalocele
Conduta após TN aumentada isolada:
- Oferecer NIPT (cfDNA) como primeira linha (ACOG 2020).
- Se TN ≥3,5 mm ou múltiplos marcadores, oferecer CVS com array CGH (CMA) — TN muito aumentada com NIPT negativo pode indicar microdeleções (Noonan, anomalias cardíacas).
- Ecocardiografia fetal especializada às 18–22 semanas, independentemente do resultado genético (TN aumentada é fator de risco isolado para cardiopatia estrutural).
2º Trimestre (15–22 semanas)
Marcadores de alto impacto (LR+ ≥10)
| Marcador | Limiar | LR+ | LR− |
|---|---|---|---|
| Prega nucal espessada | ≥6 mm (15–20 sem, plano transverso) | 23,30 (IC 14,35–37,83) | 0,80 |
| Osso nasal ausente/hipoplásico | Ausente ou <P5 | 23,27 (IC 14,23–38,06) | 0,46 |
| Ventriculomegalia leve | Átrio ventricular 10–15 mm | 27,52 | 0,94 |
| Intestino hiperecogênico | Ecogenicidade ≥ osso adjacente | 11,44 | 0,90 |
Fonte: Agathokleous M et al., UOG 2013 (metanálise grupo Nicolaides/FMF).
Importante: "Prega nucal espessada" (NF, 2T) e "Translucência nucal aumentada" (TN, 1T) são medidas independentes, sem correlação significativa entre si (Salomon 2001). Cada uma contribui separadamente para o risco.
Marcadores de baixo impacto (LR+ <10)
| Marcador | Limiar | LR+ | Status pós-NIPT negativo |
|---|---|---|---|
| Hidronefrose / Pielectasia | AP ≥4 mm (16–27 sem) | 1,5–2,8 | Sem relevância para aneuploidia (SMFM 2021, GRAU 1B) — manter para vigilância urológica |
| Foco ecogênico intracardíaco (FEIC) | Ponto hiperecogênico VE ou bicameral | 5,83 | Variante normal, sem avaliação adicional (SMFM) |
| Fêmur curto | MFL/EFL <0,91 ou FL <P5 | 1,5–2,7 | Sem relevância para aneuploidia — avaliar displasia esquelética e RCIU |
| Úmero curto | MHL/EHL <0,90 | 2,5–5,8 | Idem fêmur curto |
| Cisto de plexo coroide | Qualquer cisto ventrículo lateral | — | Sem relevância para T21 (mais associado a T18) |
Mensagem central pós-NIPT (SMFM 2021, GRAU 1B):
Marcadores isolados de baixo impacto, em paciente com cfDNA negativo, NÃO alteram o risco residual de T21 e NÃO justificam teste invasivo. Para mulher de 38 anos (risco basal 1:100), risco após cfDNA negativo é ~1:14.800.
Anomalias estruturais maiores associadas a T21 no 2T
- Cardiopatia (~50%) — DSAV (40–45% das cardiopatias), CIV (22%), CIA (16%), tetralogia de Fallot, PCA, coarctação. Ecocardiografia fetal obrigatória em todo feto com T21.
- Atresia duodenal — sinal da "dupla bolha" (clássico, geralmente identificável a partir de 22–24 sem); ~30% dos fetos com atresia duodenal têm T21.
- Ventriculomegalia leve (átrio 10–15 mm) — pode ser único achado; investigar TORCH e CMV concomitantemente.
- Polihidrâmnio — ~30%, pode aparecer mais tarde (3T); associar com atresia duodenal aumenta especificidade.
- Onfalocele (raro) — quando presente, sobreposição com T13/T18.
- Hipoplasia da falange média do 5º dedo (clinodactilia) — marcador estrutural.
- Sandal gap (espaço entre 1º e 2º artelhos) — marcador.
3º Trimestre
- Confirmação de polihidrâmnio (~30%, geralmente após 28 sem).
- RCIU leve a moderado possível.
- Detecção tardia de cardiopatias previamente não vistas (CIA pequena, ToF subdiagnosticada).
- Vigilância: USG seriada a cada 4 semanas em fetos com T21 confirmada para crescimento, líquido amniótico, função cardíaca.
Diagnóstico Diferencial
| Síndrome | Pontos de distinção |
|---|---|
| Trissomia 18 | RCIU precoce e grave, mãos cerradas com sobreposição de dedos, CPC, onfalocele, micrognatia. Cardiopatia diferente (CIV, valvopatia múltipla). |
| Trissomia 13 | Holoprosencefalia, ciclopia, fenda labial mediana, polidactilia pós-axial, malformação cardíaca grave. |
| Síndrome de Noonan | TN aumentada + estenose pulmonar (não DSAV) + higroma sem septação grave. NIPT normal. |
| Triploidia (diândrica) | Placenta molar com vesículas (patognomônico), RCIU assimétrico grave. |
| Síndrome de Turner (45,X) | Higroma cístico SEPTADO, hidropisia, coarctação aórtica (não DSAV). |
| CHARGE | Coloboma + cardiopatia + atresia coanas — sobreposição com cardiopatia conotruncal de DiGeorge. |
Investigação Complementar
Fluxo recomendado (ACOG 2020 / SMFM 2021)
1ª linha (em qualquer paciente com risco aumentado):
- NIPT (cfDNA) — sensibilidade >99% para T21, especificidade >99%.
- Resultado positivo → sempre confirmar com cariótipo invasivo (CVS ou amniocentese). NIPT é teste de rastreamento, não diagnóstico.
Confirmação invasiva:
- CVS (10–13 sem) — preferida no 1T quando NIPT positivo ou TN ≥3,5 mm.
- Amniocentese (≥15 sem) — preferida no 2T.
- Cariótipo + array CGH (CMA) — CMA detecta microdeleções/microduplicações que cariótipo não pega; especialmente útil em TN aumentada com cariótipo normal.
Quando o invasivo NÃO está indicado
- Marcador isolado de baixo impacto pós-NIPT negativo (SMFM 2021, GRAU 1B).
- Ansiedade materna sem fator de risco (oferecer aconselhamento, não procedimento).
Prognóstico
Mortalidade neonatal e infantil
Em países desenvolvidos com acesso a cirurgia cardíaca:
- Mortalidade neonatal: 1,4–3,6% (Holanda 2012–2018); 1,65% (EUA 2019).
- Mortalidade primeiro mês: ~2% (sobrevida 98%).
- Mortalidade primeiro ano: ~4% (vs 0,48% população geral).
- Mortalidade durante hospitalização inicial: 7,5% (multicêntrico EUA 5.737 RN, 2000–2014) — reflete casos mais complexos.
Preditores de mortalidade neonatal (multicêntrico EUA):
- Baixo peso ao nascer
- Cardiopatias específicas: anomalia venosa pulmonar (OR 6,8), Ebstein (OR 3,2), lesões obstrutivas esquerdas (OR 2,0)
- Hérnia diafragmática (OR 6,9)
- Hidropisia (OR 5,7)
- Necessidade de ECMO (OR 8,7)
Sobrevida a longo prazo (países desenvolvidos)
| Idade | Probabilidade de sobrevida |
|---|---|
| 1 mês | 98% |
| 1 ano | 93% |
| 5 anos | 91% |
| 20 anos | 88% |
Expectativa de vida — evolução histórica e plateau
| Ano | Expectativa de vida (mediana) |
|---|---|
| 1968 | 1 ano |
| 1983 | 25 anos |
| 1997 | 49 anos |
| 2019 | 57 anos (EUA) |
| 2020 | 60 anos (JAMA) |
| Atual (2025) | ~57–63 anos |
A expectativa de vida estacionou nas últimas 2 décadas. Os ganhos extraordinários entre 1968 e 2000 vieram de avanços em cirurgia cardíaca neonatal e tratamento de infecções respiratórias. Os ganhos posteriores ficaram limitados pela doença de Alzheimer precoce, que se manifesta a partir da quarta-quinta décadas em quase todos os indivíduos com T21 (pela presença extra do gene APP no cromossomo 21) e hoje representa o principal teto biológico para extensão da expectativa de vida.
Disparidades raciais (dados EUA 2019)
| População | P10 expectativa de vida | P90 |
|---|---|---|
| Indivíduos negros | 1 ano | 64 anos |
| Indivíduos brancos | 30 anos | 66 anos |
Disparidade refletindo acesso desigual a cirurgia cardíaca neonatal e cuidados continuados.
Comorbidades Pós-natais Relevantes
Cardiopatia (~50%)
Espectro detalhado (metanálise 2025, IC 47–53%):
| Cardiopatia | Frequência (entre cardiopatias) |
|---|---|
| DSAV (parcial, transicional, completo) | 40–45% |
| CIV | 22% |
| CIA | 16% |
| Tetralogia de Fallot | ~5–10% |
| PCA | ~5% |
| Coarctação | <5% |
Mudança temporal: Em 1992–94, DSAV era muito mais comum; em 2010–12, DSAV e CIV são similares — reflexo de mudanças no rastreamento e diagnóstico pré-natal das coortes estudadas.
Recomendação AHA 2024: Ecocardiografia em todo feto e RN com T21, mesmo com USG fetal normal — algumas formas (CIA, ToF leve) podem escapar à imagem fetal.
Gastrointestinal
- Atresia duodenal — ~30% dos fetos com atresia duodenal têm T21
- Doença de Hirschsprung — risco aumentado
- Imperfuração anal — ocasional
- Refluxo gastroesofágico — comum
Hematológica
- Leucemia 10–20× mais frequente que população geral
- Principalmente leucemia megacarioblástica aguda (LMA-M7) e LLA pré-B
- Mielopoiese transitória neonatal em ~10% (regride mas evolui para LMA em 20–30% dos casos)
Endócrina
- Hipotireoidismo (congênito ou adquirido) — rastrear ao nascimento e anualmente.
- Diabetes tipo 1 — risco ~3× aumentado.
Neurológica e cognitiva
- Deficiência intelectual (variável: leve a moderada na maioria, grave em minoria).
- Risco de demência tipo Alzheimer:
-
90% ao longo da vida
- Idade média de diagnóstico: 55 anos
- Prevalência aos 65 anos: 88–100%
- Causa próxima de morte em ~70% dos casos (até 78,9% em análises recentes)
- JAMA 2022: rastreamento iniciar aos 40 anos (recomendação forte)
-
Outras
- Instabilidade atlantoaxial — rastrear antes de atividades de impacto.
- Apneia obstrutiva do sono — comum, rastrear.
- Catarata congênita e estrabismo.
- Otite média de repetição com perda auditiva.
Aconselhamento Pré-natal
Pontos-chave para a conversa
- NIPT positivo é rastreamento, não diagnóstico — sempre oferecer confirmação invasiva antes de decisão sobre conduta.
- Apresentar sobrevida e qualidade de vida atualizadas — não usar dados de décadas passadas. Sobrevida adulta é regra hoje em país desenvolvido.
- Cardiopatia é tratável — DSAV tem cirurgia eletiva aos 3–6 meses com excelente desfecho.
- Variabilidade do prognóstico — gravidade de deficiência intelectual e malformações é altamente variável; não há marcador pré-natal que prediga isso.
- Disponibilidade de suporte — sociedades de pais (Movimento Down, AFADOSC, etc.), recursos pedagógicos e médicos especializados.
- Alzheimer precoce — informar honestamente quando perguntado, no contexto da sobrevida atual.
Cuidados éticos
- Aconselhamento multidisciplinar com informação completa sobre diagnóstico, prognóstico e plano de cuidados — incluindo cuidados paliativos perinatais quando aplicáveis.
- Linguagem respeitosa e centrada na pessoa.
- Oferecer tempo adequado, segunda consulta quando solicitada e suporte emocional à família.
- Aconselhamento preferencialmente conjunto (medicina fetal + genética clínica).
Glossário de abreviações
| Sigla | Significado |
|---|---|
| AAP | American Academy of Pediatrics |
| ACMG | American College of Medical Genetics and Genomics |
| ACOG | American College of Obstetricians and Gynecologists |
| APP | Amyloid Precursor Protein — gene no cromossomo 21 ligado à doença de Alzheimer |
| CA | Circunferência abdominal |
| CC | Circunferência cefálica |
| CCN | Comprimento cabeça-nádega |
| cfDNA | DNA livre circulante (cell-free DNA) — base do NIPT |
| CGH | Comparative Genomic Hybridization (técnica de microarray) |
| CIA | Comunicação interatrial |
| CIV | Comunicação interventricular |
| CMA | Microarray cromossômico (Chromosomal Microarray Analysis) |
| CVS | Biópsia de vilo corial (Chorionic Villus Sampling) |
| DPP | Data provável do parto |
| DUM | Data da última menstruação |
| DV | Ducto venoso |
| ECMO | Oxigenação por membrana extracorpórea |
| ETT | Ecocardiograma transtorácico |
| FL | Comprimento do fêmur (Femur Length) |
| FMF | Fetal Medicine Foundation |
| HDL | High-Density Lipoprotein (colesterol) |
| IC | Intervalo de confiança |
| LR | Likelihood Ratio (razão de verossimilhança) |
| LR+ | Razão de verossimilhança positiva |
| MoM | Múltiplos da mediana |
| NIPT | Teste pré-natal não invasivo (Non-Invasive Prenatal Test) — sinônimo de cfDNA |
| OR | Odds Ratio (razão de chances) |
| P95 / P99 | Percentil 95 / 99 |
| PCA | Persistência do canal arterial |
| RCIU | Restrição de crescimento intrauterino |
| RNV | Recém-nascido vivo |
| RR | Risk Ratio (risco relativo) |
| SHH | Sonic Hedgehog (gene/via de sinalização) |
| SMFM | Society for Maternal-Fetal Medicine |
| T4 | Tiroxina (hormônio tireoidiano) |
| TN | Translucência nucal |
| ToF | Tetralogia de Fallot |
| TSH | Hormônio estimulante da tireoide |
| USG | Ultrassonografia |
| UTD | Urinary Tract Dilation — classificação SMFM/AAP de dilatação do trato urinário |
| UTIN | Unidade de Terapia Intensiva Neonatal |
Referências citadas
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- Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM). Consult Series #57: Evaluation and Management of Isolated Soft Ultrasound Markers for Aneuploidy in the Second Trimester. Am J Obstet Gynecol. 2021;225(4):B2-B15.
- Agathokleous M, Chaveeva P, Poon LC, Kosinski P, Nicolaides KH. Meta-analysis of second-trimester markers for trisomy 21. Ultrasound Obstet Gynecol. 2013;41(3):247-61.
- Salomon LJ et al. Relationship between nuchal translucency at 11–14 weeks and nuchal fold at 20–24 weeks of gestation. Ultrasound Obstet Gynecol. 2001;18(6):636-7.
- Bull MJ et al. Down syndrome (Health Supervision and AHA Scientific Statement). Circulation. 2024 (AHA Scientific Statement).
- Reddy UM, Abuhamad AZ, Levine D, Saade GR; Fetal Imaging Workshop. Fetal Imaging: Executive Summary. Obstet Gynecol. 2014;123(5):1070-1082.
- Glasson EJ et al. Mortality and life expectancy in Down syndrome. JAMA Network Open. 2022;5(5):e2212858.
- Carbone JF et al. Optimal nuchal translucency thresholds. Obstet Gynecol multiple references.
- Hook EB, Cross PK. Maternal age-specific incidence of Down syndrome. JAMA. 1983 (referência histórica — substituída pelas tabelas atualizadas ACOG/SMFM 2023).
- Society for Maternal-Fetal Medicine. Urinary Tract Dilation Classification (UTD). SMFM Consult Series 2021 / AAP 2025.
- Palomaki GE, Smith WE, Bajaj K, et al. Prenatal Screening for Trisomy 21 (Down Syndrome) Using First- And Second-Trimester Biochemistry and Nuchal Translucency: A Technical Standard of the ACMG. Genet Med. 2025;27(9):101505. (Incidência atualizada 1:500 e mecanismos genéticos)
- Bull MJ, Trotter T, Santoro SL, et al. Health Supervision for Children and Adolescents With Down Syndrome (AAP Clinical Report). Pediatrics. 2022;149(5):e2022057010.
- American College of Obstetricians and Gynecologists & Society for Maternal-Fetal Medicine. Obstetric Care Consensus #11, Pregnancy at Age 35 Years or Older. Am J Obstet Gynecol. 2023;228(3):B25-B40. (Tabela de risco por idade materna)
- Hui L, Pynaker C, Bonacquisto L, et al. Reexamining the Optimal Nuchal Translucency Cutoff for Diagnostic Testing in the Cell-Free DNA and Microarray Era. Am J Obstet Gynecol. 2021;225(5):527.e1-527.e12. (Limiar TN ≥1,9 MoM)
- de Groot-van der Mooren MD, Scheerman BC, Rammeloo LAJ, et al. Neonatal Mortality and Morbidity in Down Syndrome in the Time of Prenatal Aneuploidy Testing. Eur J Pediatr. 2023;182(1):319-328.
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