FetalBox/Síndrome de Edwards
v1.0

Cromossômicas · Aneuploidia autossômica

Trissomia 18

Síndrome de Edwards

Trissomia 18 (Síndrome de Edwards)

Identificação

Campo Valor
Nome Trissomia 18
Epônimo Síndrome de Edwards
OMIM (cromossomopatia numérica; sem entrada OMIM dedicada)
Orpha 3380 (link)
Mecanismo genético Trissomia 18 livre (~95–98%, não-disjunção meiótica predominantemente materna) · Translocação (~1%) · Mosaicismo (1–5%, com fenótipo mais leve e maior sobrevida) · Trissomia parcial (rara) — Alberman 2012, AAP 2025
Herança Esporádica na maioria; translocação pode ser herdada — investigar pais em casos por translocação
Sistema afetado Multissistêmico (cardíaco, GI, esquelético, GU, SNC, crescimento)
Grupo Aneuploidia cromossômica autossômica

Epidemiologia

Incidência geral ao nascimento: ~1:6.000 nascidos vivos (FETOLOGY); literatura clássica varia de 1:3.600 a 1:10.000 (94% trissomia completa).

Risco por idade materna ao nascimento — ACOG/SMFM Obstetric Care Consensus #11 (2023):

Idade materna Risco de T18 ao nascimento
20 anos 1:5.000
25 anos 1:5.000
30 anos 1:2.500
35 anos 1:1.111
38 anos ~1:667*
40 anos 1:333
42 anos ~1:200*
45 anos ~1:125*

Valores para 38, 42 e 45 anos são interpolados a partir do ACOG/SMFM 2023.

Nota epidemiológica importante: A T18 tem alta taxa de perda fetal (~70% dos fetos afetados no 2T são perdidos espontaneamente antes do nascimento). O risco no 1T é substancialmente maior que ao nascimento — calculadoras de rastreamento usam o risco da idade gestacional do exame. Em geral, a prevalência da T18 ao nascimento é ~1/8 da prevalência da T21 (Cuckle & Morris 2021).


Achados Ultrassonográficos

1º Trimestre (11–13⁺⁶ semanas, CCN 45–84 mm)

Marcadores de alto impacto:

  • Translucência nucal aumentada marcada — mediana ~4,8 mm em fetos com T18 (V12).
  • Osso nasal ausente — ~53% dos fetos com T18 (V12).
  • Onda A reversa no ducto venoso — frequente.
  • Megacistia (bexiga ≥7 mm no 1T) — associação importante.
  • Onfalocele — pode ser visível já no 1T.

Conduta após achados sugestivos:

  • Oferecer NIPT (cfDNA) — sensibilidade ~98% e especificidade >99% para T18 (FPR ~0,13% — ACOG 2020).
  • Se múltiplos marcadores ou achado estrutural maior, oferecer CVS com cariótipo + CMA.
  • Ecocardiografia fetal especializada às 18–22 semanas (cardiopatia em >90%).

2º e 3º Trimestres (15–40 semanas)

Achados estruturais clássicos (V12):

  • RCIU grave e precoce — início ~16 semanas (achado-chave).
  • Crânio em morango ("strawberry skull") — formato fronto-occipital alterado.
  • Cistos de plexo coroide bilaterais.
  • Punhos cerrados com sobreposição do 2º sobre o 3º dedoPATOGNOMÔNICO.
  • Pés rocker-bottom (calcâneo proeminente).
  • Micrognatia.
  • Cardiopatia complexa (>90%): CIV (mais comum), valvopatia múltipla, ToF, transposição, coarctação, PCA.
  • Artéria umbilical única (AUU).
  • Onfalocele (~30%).
  • Holoprosencefalia, hérnia diafragmática, espinha bífida — ocasionais.
  • Rins displásicos.
  • Polihidrâmnio (frequente).
  • Movimentos fetais reduzidos.

Padrão clínico-clássico de T18 ao USG: RCIU grave precoce + punhos cerrados + cardiopatia + onfalocele + AUU.

Conduta:

  • Confirmar com NIPT (rastreamento) → CVS/amniocentese + cariótipo + CMA (diagnóstico).
  • Aconselhamento genético precoce considerando prognóstico.
  • Vigilância para polihidrâmnio (risco de TPP).

Diagnóstico Diferencial

Síndrome Pontos de distinção
Trissomia 13 Holoprosencefalia, fenda mediana, polidactilia pós-axial, aplasia cutis. T13 cursa com polidactilia e fenda mediana — T18 não.
Triploidia (diândrica) Placenta com vesículas (mola parcial), RCIU assimétrico, sindactilia 3º-4º dedos. T18 tem RCIU simétrico/grave precoce sem mola.
Trissomia 9 em mosaico RCIU pré e pós-natal, microcefalia, olhos profundos, cardiopatia em ~65% (PCA, VSVD, CIV, ToF). DDx importante e pouco lembrado — Pierpont 2018.
Síndrome de Pena-Shokeir (sequência de acinesia fetal tipo I) Polidrâmnio (vs variável em T18) + hipotonia (vs hipertonia em T18) + acinesia fetal documentada + anomalias cerebrais (polimicrogiria, multicistos) + cariótipo NORMAL + AR (recorrência 25% — vs 1% T18). Pode ter cordão umbilical curto. Sem cardiopatia estrutural típica.
Sequência de acinesia fetal (FADS — espectro mais amplo) Heterogeneidade genética extrema (>150 genes — CACNA1S, MuSK, RAPSN). Contraturas múltiplas (tornozelo 84%, joelho, punho), polidrâmnio, hidropisia progressiva possível, anomalias cerebrais em ~44%. Cariótipo normal. Avaliação dos movimentos fetais é diagnóstica — acinesia/hipocinesia importante.
Distrofia miotônica tipo 1 — forma congênita (doença de Steinert congênita) Polidrâmnio severo (achado cardinal) + movimentos fetais reduzidos + hipotonia grave neonatal (não hipertonia) + lábio em "V" invertido + insuficiência respiratória neonatal. História materna: mãe frequentemente com forma leve/assintomática (miotonia, catarata) — muitas vezes desconhecida até o diagnóstico fetal. Causa: expansão anormal de repetições trinucleotídicas CTG no gene DMPK (>1000 repetições na forma congênita). Origem quase sempre materna (antecipação genética).
Aracnodactilia contrátil congênita (CCA) Contraturas + aracnodactilia + hábito marfanoide + orelhas "amassadas". Cardiopatia em formas graves. AD.
Artrogripose distal Dedos sobrepostos medialmente + punhos cerrados + camptodactilia. Sem hábito marfanoide. Lábios franzidos frequentes. AD.
CHARGE Coloboma, atresia coanal, cardiopatia conotruncal — sem RCIU precoce típico de T18.
Smith-Lemli-Opitz Polidactilia pós-axial, genitália ambígua, cardiopatia — RCIU presente, mas dosagem de 7-DHC eleva-se.

Pegadinhas diagnósticas relevantes

  1. Distrofia miotônica tipo 1 congênita NÃO é detectada por sequenciamento (NGS, exoma ou painel genético) — porque a mutação não é uma troca de letra no DNA, e sim uma expansão massiva de uma sequência repetitiva (centenas a milhares de repetições da trinca CTG dentro do gene DMPK). Plataformas de sequenciamento de leitura curta (NGS) não conseguem medir o tamanho dessas expansões e emitem resultado "normal" — falsa segurança clínica. Quando a clínica sugere (polidrâmnio severo + movimentos fetais reduzidos + história materna sugestiva de miotonia, catarata juvenil ou fraqueza muscular), o diagnóstico exige técnicas dirigidas à expansão: PCR convencional, triplet-primed PCR (TP-PCR) e/ou Southern blot.
  2. Pena-Shokeir / FADS têm risco de recorrência de 25% (AR) — muito superior ao 1% da T18 livre. Diagnóstico correto muda dramaticamente o aconselhamento da próxima gestação.
  3. Trissomia 9 em mosaico pode mimetizar T18 — sempre considerar quando NIPT é negativo para T18 mas o quadro estrutural é compatível.

Investigação Complementar

Fluxo recomendado

1ª linha (qualquer paciente com risco aumentado):

  • NIPT (cfDNA) — sensibilidade ~98% e especificidade >99% para T18.
  • Resultado positivo → sempre confirmar com cariótipo invasivo (CVS ou amniocentese).

Confirmação invasiva:

  • CVS (10–13 sem) — preferida no 1T (resultado mais precoce em síndrome de prognóstico letal).
  • Amniocentese (≥15 sem) — alternativa.
  • Cariótipo + CMA — confirma trissomia livre vs translocação vs mosaico.
  • QF-PCR — triagem rápida para 13/18/21/X/Y.

Conduta para marcadores isolados pós-NIPT negativo

Princípio SMFM Consult Series #57 (2021) — aplicável a T21, T18 e T13 igualmente (GRADE 1B): "Não recomendamos teste diagnóstico para aneuploidia exclusivamente para avaliação de marcador isolado após resultado negativo de triagem sérica ou cfDNA."

Fundamento: o NIPT tem sensibilidade de 98% e especificidade >99% para T18 (FPR ~0,13% — ACOG 2020). Após resultado negativo, o risco residual permanece muito baixo, mesmo na presença de marcadores isolados — incluindo aqueles classicamente associados a T18:

  • Cisto de plexo coroide (CPC) — classicamente associado a T18 em 30–50% dos casos. Pós-cfDNA negativo: cuidado de rotina, sem ultrassom de seguimento.
  • Foco ecogênico intracardíaco (FEIC) — pós-cfDNA negativo: cuidado de rotina, sem ecocardiografia indicada.
  • Intestino hiperecogênico — pós-cfDNA negativo: investigar fibrose cística e CMV, mas não justifica invasivo para aneuploidia.
  • Artéria umbilical única, fêmur/úmero curtos isolados, pielectasia, prega nucal espessada, osso nasal hipoplásico — todos pós-cfDNA negativo: cuidado de rotina.

Exceções importantes — quando o invasivo SE indica mesmo pós-NIPT negativo:

  1. Anomalia estrutural maior verdadeira (não marcador isolado) — risco residual sobe para ~1:8 a 1:12 mesmo com cfDNA negativo (Iglesias 2025). Microarray cromossômico (CMA) deve ser oferecido — GRADE 1A.
  2. Múltiplos marcadores (≥2 marcadores menores associados) — aconselhamento genético e considerar CMA.
  3. Autonomia da paciente — qualquer paciente pode optar por invasivo após aconselhamento informado, reconhecendo que apenas o teste diagnóstico remove completamente o risco residual.

Prognóstico

Mudança de paradigma (AAP 2025): a caracterização histórica de T18 como "uniformemente letal" está desatualizada. Cuidados intensivos modernos — incluindo cirurgia cardíaca em casos selecionados — alteraram o desfecho em uma fração dos pacientes. Decisões devem ser individualizadas, não baseadas apenas no diagnóstico cromossômico (Pyle 2025).

Sobrevida atualizada — Nelson 2016 (Ontário, n=254)

Marco Probabilidade
Mediana de sobrevida 9 dias (IQR 2–92)
Sobrevida em 1 ano 12,6% (IC 95% 8,9–17,1)
Sobrevida em 10 anos 9,8% (IC 95% 6,4–14,0)
Sobrevida em 1 ano pós-cirurgia (qualquer tipo) 68,6% (IC 95% 50,5–81,2)

Cirurgia cardíaca — Kosiv 2017 / Cooper 2019 / Greenberg 2024

  • Cirurgia cardíaca era oferecida historicamente a ~7% dos casos (Kosiv 2017); dados contemporâneos (Greenberg 2024, registro EUA 2003-2022) mostram aumento para ~17% das admissões hospitalares — refletindo maior aceitação de intervenção neonatal nas últimas duas décadas.
  • Mortalidade hospitalar 64% menor nos operados (p<0,001) — Kosiv 2017.
  • Mortalidade hospitalar contemporânea: <10% em coorte EUA (Greenberg 2024) — redução substancial vs séries históricas, refletindo melhor seleção de casos e cuidado perinatal especializado.
  • Mortalidade operatória ~15%; complicações ~56% — Cooper 2019.
  • Ventilação mecânica pré-operatória é o principal preditor de pior desfecho (OR mortalidade >8).
  • ECMO pode ser considerado caso a caso — não é contraindicação isolada (AATS 2024).

Status citogenético importa

  • Mosaicos / formas parciais têm sobrevida significativamente maior que trissomia 18 completa (extrapolando dados análogos publicados para T13 — Ludorf 2025).

Causas de óbito mais comuns

  • Apneia central
  • Cardiopatia complexa
  • Hipoplasia pulmonar / hérnia diafragmática
  • Hidropisia

Comorbidades Pós-natais Relevantes

Cardiopatia (>90%)

Espectro Pierpont 2018 (AHA Statement) + V12:

CIV — a cardiopatia mais consistente em T18, com prevalência variando conforme método de detecção:

Estudo Método % de CIV
Van Praagh 1989 (n=41) Anatomopatológico post-mortem 100%
Hyett 1995 (n=19) Anatomopatológico fetal 1T 84%
Bruns 2016 (n=84) Reportado por pais (T18 completa) 77,4% ← referência prática
Musewe 1990 (n=31) Ecocardio neonatal 61%
Greenberg 2024 Registro administrativo (defeitos septais isolados) 42%

Síntese para uso clínico: ~80% dos casos de T18 têm CIV detectável por imagem; ~100% se considerar achados anatomopatológicos.

Outras cardiopatias frequentes (Pierpont 2018):

  • ToF (~15%, V12)
  • TGA (~10%, V12)
  • Coarctação aórtica
  • PCA
  • Polivalvopatia (acometimento múltiplo é característico de T18)
  • Displasia valvar polinodular (achado quase específico)

Avaliação: ecocardiograma fetal especializado obrigatório em todo feto com T18.

Gastrointestinal

  • Atresia duodenal (~30%, V12)
  • Onfalocele (~30%, V12)
  • Hérnia diafragmática (ocasional)

Neurológica

  • Deficiência intelectual severa universal em sobreviventes.
  • Apneia central — causa frequente de óbito neonatal.
  • Convulsões.
  • Holoprosencefalia ocasional.

Esquelética

  • Punhos cerrados com sobreposição de dedos (patognomônico).
  • Pés rocker-bottom.
  • Polidactilia — rara em T18 (mais associada a T13).

Renal

  • Hipoplasia renal (10–15%, V12)
  • Rins displásicos / císticos (5%, V12)

Aconselhamento Pré-natal

Pontos-chave para a conversa

  1. NIPT positivo é rastreamento, não diagnóstico — confirmação invasiva mandatória antes de qualquer decisão.
  2. Mudança de paradigma (AAP 2025): a caracterização histórica de T18 como "uniformemente letal" está desatualizada. Apresentar dados atualizados:
    • Mediana de sobrevida 9 dias, mas 12,6% sobrevivem 1 ano e 9,8% sobrevivem 10 anos (Nelson 2016).
    • Pacientes operados (cardíaco/outros) têm sobrevida em 1 ano de ~68% entre os que sobrevivem ao procedimento.
  3. Discussão sobre intervenções neonatais é caso a caso — AAP 2025 e AATS 2024 recomendam que decisões cirúrgicas NÃO sejam baseadas apenas no diagnóstico cromossômico, e sim considerando: gravidade da cardiopatia, presença de outras anomalias, evidências disponíveis e valores da família.
  4. Status citogenético importa — mosaicos/formas parciais têm prognóstico melhor que trissomia completa.
  5. Cuidados paliativos perinatais — apresentar como abordagem assistencial completa, com plano de cuidados centrado no conforto e suporte familiar.
  6. Ventilação mecânica pré-cirúrgica é o pior preditor — informa a decisão sobre cirurgia precoce vs tardia.
  7. Risco de recorrência — baixo (<1%) em trissomia livre; significativo em translocação herdada → cariótipo dos pais quando indicado.

Cuidados éticos

  • Aconselhamento multidisciplinar com informação completa sobre diagnóstico, prognóstico e plano de cuidados — incluindo cuidados paliativos perinatais quando aplicáveis.
  • Utilizar dados atualizados (não usar literatura pré-2015 isoladamente — paradigma de "uniformemente letal" está desatualizado).
  • Linguagem respeitosa e centrada na pessoa.
  • Oferecer tempo adequado, segunda consulta quando solicitada e suporte emocional à família.
  • Aconselhamento conjunto medicina fetal + genética clínica + neonatologia + cuidados paliativos.

Glossário de abreviações

Sigla Significado
AAP American Academy of Pediatrics
ACOG American College of Obstetricians and Gynecologists
CCN Comprimento cabeça-nádega
cfDNA DNA livre circulante (cell-free DNA) — base do NIPT
CIV Comunicação interventricular
CMA Microarray cromossômico (Chromosomal Microarray Analysis)
CVS Biópsia de vilo corial (Chorionic Villus Sampling)
DM1 Distrofia miotônica tipo 1 (doença de Steinert)
ECMO Oxigenação por membrana extracorpórea
FPR Taxa de falsos positivos (False Positive Rate)
IC Intervalo de confiança
JAMA Journal of the American Medical Association
NGS Sequenciamento de nova geração (Next-Generation Sequencing)
NIPT Teste pré-natal não invasivo (Non-Invasive Prenatal Test) — sinônimo de cfDNA
OR Odds Ratio (razão de chances)
PCA Persistência do canal arterial
RCIU Restrição de crescimento intrauterino
RM Ressonância magnética
SMFM Society for Maternal-Fetal Medicine
T13 Trissomia 13 (Síndrome de Patau)
T18 Trissomia 18 (Síndrome de Edwards)
T21 Trissomia 21 (Síndrome de Down)
TGA Transposição das grandes artérias
TN Translucência nucal
ToF Tetralogia de Fallot
TS Síndrome de Turner (Turner Syndrome)
USG Ultrassonografia

Referências citadas

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