FetalBox/Síndrome de Patau
v1.0

Cromossômicas · Aneuploidia autossômica

Trissomia 13

Síndrome de Patau

Trissomia 13 (Síndrome de Patau)

Identificação

Campo Valor
Nome Trissomia 13
Epônimo Síndrome de Patau
OMIM (cromossomopatia numérica; sem entrada OMIM dedicada)
Orpha 3378 (link)
Mecanismo genético Trissomia 13 livre (~92%, não-disjunção meiótica) · Translocação Robertsoniana (~8% — a maior proporção entre as 3 trissomias autossômicas; rob(13;14) é a mais comum) · Mosaicismo (~1%) — Alberman 2012 (registro Inglaterra/País de Gales 2004-2009, n=985)
Herança Esporádica na maioria; translocação Robertsoniana pode ser herdada — investigar pais sempre que diagnóstico for por translocação
Sistema afetado Multissistêmico (SNC, craniofacial, cardíaco, renal, esquelético, GU)
Grupo Aneuploidia cromossômica autossômica

Epidemiologia

Incidência geral ao nascimento: 1,35:10.000 nascidos vivos (AAP 2025, dados dos EUA), com variação internacional de 1,15–1,9:10.000. Literatura clássica reporta 1:5.000–12.000 (Hook 1980), refletindo diferenças metodológicas entre coortes históricas e contemporâneas.

Risco por idade materna ao nascimento — ACOG/SMFM Obstetric Care Consensus #11 (2023):

Idade materna Risco de T13 ao nascimento
20 anos 1:10.000
25 anos 1:10.000
30 anos 1:5.000
35 anos 1:2.500
38 anos ~1:1.250*
40 anos 1:714
42 anos ~1:500*
45 anos ~1:333*

Valores para 38, 42 e 45 anos são interpolados a partir do ACOG/SMFM 2023.

Nota epidemiológica importante: A T13 tem alta taxa de perda fetal entre 1T e termo. A razão T13:T21 ao nascimento varia com a idade materna — de 1:9 em idades jovens para 1:19 em idades avançadas. Isso significa que T13 aumenta menos acentuadamente com idade materna que T21 (Cuckle & Morris 2021). Calculadoras de rastreamento usam o risco da idade gestacional do exame, não do nascimento.


Achados Ultrassonográficos

1º Trimestre (11–13⁺⁶ semanas, CCN 45–84 mm)

Marcadores de alto impacto (V12):

  • Translucência nucal aumentada marcada — mediana ~6,8 mm em fetos com T13 (uma das maiores entre as aneuploidias).
  • Osso nasal ausente — ~45% dos fetos com T13.
  • Onfalocele.
  • Megacistia.
  • Holoprosencefalia precoce (pode ser identificada já no 1T tardio).

Conduta após achados sugestivos:

  • Oferecer NIPT (cfDNA) — sensibilidade 93–99% para T13 (ACMG 2023: 92,85%, IC 95% 81,15–97,5%) com maior variabilidade que T21 (T13 tem menos casos estudados). FPR ~0,04%.
  • CVS com cariótipo + CMA quando achado estrutural maior está presente.
  • Avaliação anatômica detalhada às 16 semanas (ecocardio, neurossono).

2º e 3º Trimestres

Achados estruturais clássicos — os "7 P's da T13" (V12):

  1. HoloProsencefalia alobar (~30%) — fusão talâmica, monoventrículo.
  2. Fenda labio-Palatal mediana (~70%).
  3. Polidactilia pós-axial (>80%) — PATOGNOMÔNICA.
  4. Pump (cardiopatia complexa) — >80%: ToF (25%), TGA (20%), coarctação, anomalias complexas.
  5. rim Policístico/displásico (~30%).
  6. cutis aPlásica (aplasia cutis congênita do escalpo) — patognomônica.
  7. micrOftalmia/anoftalmia [?] mnemônico clássico inclui essa como "P de oftalmia"; revisar lista canônica.

Outros achados V12:

  • Ciclopia / hipotelorismo (espectro da holoprosencefalia).
  • Onfalocele (~60%).
  • RCIU.
  • Polihidrâmnio.
  • Movimentos fetais reduzidos (em casos avançados).

Padrão clínico-clássico de T13 ao USG: Holoprosencefalia + fenda mediana + polidactilia + cardiopatia complexa.

Conduta:

  • Confirmar com NIPTCVS/amniocentese + cariótipo + CMA.
  • Excluir translocação Robertsoniana 13;14 — implicação direta para risco de recorrência.

Diagnóstico Diferencial

Síndrome Pontos de distinção
Trissomia 18 Punhos cerrados com sobreposição de dedos (patognomônico) + RCIU precoce + cardiopatia. T13 cursa com polidactilia e fenda mediana — T18 não.
Pseudotrissomia 13 (HPE não-sindrômica + cariótipo normal) Holoprosencefalia ± fenda mediana ± polidactilia, mas com cariótipo NORMAL. Causada por mutações em genes da via Sonic Hedgehog (ver tabela abaixo). Aprox. 25% dos pacientes com HPE não-sindrômica têm mutação identificável.
Meckel-Gruber Encefalocele occipital + rins policísticos bilaterais + polidactilia (não holoprosencefalia / fenda mediana). Cariótipo normal. AR com risco de recorrência 25%.
Holoprosencefalia isolada Apenas SNC — sem polidactilia, sem cardiopatia complexa, sem aplasia cutis.
Smith-Lemli-Opitz Polidactilia pós-axial + genitália ambígua + cardiopatia + RCIU. Dosagem de 7-DHC eleva-se.
Bardet-Biedl Polidactilia + rins policísticos + obesidade pós-natal. Sem holoprosencefalia, sobrevida longa.

Pseudotrissomia 13 — base genética

A literatura usa "pseudotrissomia 13" para a combinação holoprosencefalia ± polidactilia pós-axial com cariótipo normal. Aprox. 25–50% dos casos de HPE têm anormalidade cromossômica; ~25% dos casos de HPE não-sindrômica (com cariótipo normal) têm mutação identificada nos genes principais (Mercier 2011, GeneReviews/Tekendo-Ngongang 2020). Os principais genes:

Gene Frequência em HPE não-sindrômica* Características clínicas
SHH 5,4–5,9% Espectro completo de HPE. Anomalias renais/urinárias mais comuns. Microformas mais frequentes (incisivo central único, hipotelorismo isolado).
ZIC2 4,8–5,2% Estreitamento bitemporal, fissuras palpebrais oblíquas para cima, orelhas grandes, nariz curto, filtro largo e profundo. 70% mutações de novo. Alta penetrância. Formas mais graves de HPE.
SIX3 ~3% Espectro de HPE. Associado a tipos mais graves.
TGIF1 1% Espectro completo de gravidade.
GLI2 Frequência similar NÃO causa HPE verdadeira — produz fenótipo distinto: síndrome de Culler-Jones (anomalias hipofisárias + polidactilia + características faciais sutis). Confusão histórica importante.
FGF8 / FGFR1 Via FGF reconhecida como principal junto às outras 4 (SHH/ZIC2/SIX3/TGIF1) — Dubourg 2016.
DLL1, DISP1, SUFU Genes menores — pequena % dos casos.

* Nota técnica: as frequências apresentadas referem-se à porcentagem de TODOS os casos de HPE não-sindrômica (não apenas dos casos com mutação identificada). A soma das principais (~15–20%) reflete a fração de casos genotipicamente esclarecidos. Os ~25% gerais com diagnóstico molecular incluem também rearranjos cromossômicos detectáveis por array (~22% — Bendavid 2009). ~70% permanecem sem causa genética identificada após investigação completa (GeneReviews 2020).

Pontos importantes:

  • Herança oligogênica: estudos recentes (Kim 2019) mostram que HPE frequentemente é resultado de "múltiplos hits" — mutações duplas em genes diferentes. Aconselhamento de recorrência precisa considerar isso.

Implicação diagnóstica e de aconselhamento

Diante de HPE + polidactilia + cariótipo NORMAL:

  1. CMA (array-CGH) — pode pegar rearranjos não vistos no cariótipo (~22%).
  2. Painel de HPE com sequenciamento (SHH, ZIC2, SIX3, TGIF1, GLI2, FGF8, FGFR1, DISP1, SUFU, DLL1) — diagnóstico em ~25%.
  3. Importante separar GLI2 → Culler-Jones (não é HPE verdadeira; conduta clínica diferente).
  4. Mosaicismo placentário confinado pode dar T13 no NIPT/CVS com fenótipo discreto/ausente — confirmar com amniocentese.

Investigação Complementar

Fluxo recomendado

1ª linha:

  • NIPT (cfDNA) — sensibilidade 93–99% para T13 (ACMG 2023). PPV em população geral é apenas ~37% (IC 95% 26,1–50,0%) — significativamente menor que T21 (91,8%). Resultado positivo exige confirmação invasiva obrigatória.
  • Resultado positivo → sempre confirmar com cariótipo invasivo.

Confirmação invasiva:

  • CVS (10–13 sem) — preferida no 1T.
  • Amniocentese (≥15 sem) — alternativa.
  • Cariótipo + CMA — confirma trissomia livre vs translocação Robertsoniana vs mosaico.
  • QF-PCR — triagem rápida.
  • Cariótipo dos pais — obrigatório quando o diagnóstico é por translocação.

Conduta para marcadores isolados pós-NIPT negativo

Princípio SMFM Consult Series #57 (2021) — aplicável a T21, T18 e T13 igualmente (GRADE 1B): "Não recomendamos teste diagnóstico para aneuploidia exclusivamente para avaliação de marcador isolado após resultado negativo de triagem sérica ou cfDNA."

Fundamento: o NIPT tem sensibilidade 93–99% para T13 (ACMG 2023; menor que para T21 e T18). Após cfDNA negativo, marcadores isolados não justificam invasivo.

Exceções importantes:

  1. Anomalia estrutural maior verdadeira (não marcador isolado) — risco residual sobe para ~1:8 a 1:12 mesmo com cfDNA negativo (Iglesias 2025). Microarray cromossômico (CMA) deve ser oferecido — GRADE 1A.
  2. Múltiplos marcadores (≥2) — aconselhamento genético e considerar CMA.
  3. Achados específicos de T13 (holoprosencefalia, polidactilia pós-axial, fenda mediana) — NÃO são marcadores menores; são anomalias estruturais maiores e justificam invasivo + CMA mesmo pós-NIPT negativo.
  4. Autonomia da paciente — qualquer paciente pode optar por invasivo após aconselhamento informado.

Prognóstico

Mudança de paradigma (AAP 2025): a caracterização histórica de T13 como "uniformemente letal" está desatualizada. Cuidados intensivos modernos — incluindo cirurgia cardíaca em casos selecionados — alteraram o desfecho em uma fração dos pacientes. O status citogenético importa muito — formas mosaico/parciais têm sobrevida significativamente maior. Decisões devem ser individualizadas, não baseadas apenas no diagnóstico cromossômico (Pyle 2025).

Sobrevida atualizada — Nelson 2016 (Ontário, n=174)

Marco Probabilidade
Mediana de sobrevida 12,5 dias (IQR 2–195)
Sobrevida em 1 ano 19,8% (IC 95% 14,2–26,1)
Sobrevida em 10 anos 12,9% (IC 95% 8,4–18,5)
Sobrevida em 1 ano pós-cirurgia (qualquer tipo) 70,7% (IC 95% 54,3–82,2)

Sobrevida por status citogenético — Ludorf 2025 (JAMA Network Open)

Forma Sobrevida em 10 anos
T13 completa ~5%
T13 mosaico ou parcial ~25%

Diferença de aproximadamente — implicação direta no aconselhamento e na decisão sobre intervenções.

Cirurgia cardíaca — Kosiv 2017 / Cooper 2019 / Bastos 2025

  • Cirurgia cardíaca foi realizada em apenas ~7% dos casos com cardiopatia (Kosiv 2017).
  • Mortalidade hospitalar 45% menor nos operados (p=0,003) — Kosiv 2017.
  • Mortalidade operatória ~15% em 73 operações analisadas — Cooper 2019.
  • Ventilação mecânica pré-operatória é o principal preditor de pior desfecho (OR mortalidade >8).
  • ECMO pode ser considerado caso a caso — não é contraindicação isolada (AATS 2024).

Meta-análise sistemática Bastos 2025 (n=1.627 pacientes T13/T18)

Primeira meta-análise sistemática sobre cirurgia cardíaca em T13/T18 (5 estudos retrospectivos):

  • Mortalidade hospitalar reduzida em 88% com cirurgia (OR 0,12, IC 95% 0,03–0,42, p<0,01).
  • Sobrevida em 12 meses aumentou ~20× (OR 19,77, IC 95% 5,12–76,36).
  • Taxa de alta hospitalar aumentou ~12,5× (OR 12,53, IC 95% 3,63–43,22).
  • Limitações importantes: todos os estudos incluídos são retrospectivos com risco moderado de viés (de seleção dos pacientes operados); dados sobre qualidade de vida pós-operatória são escassos.

Esses dados sustentam a mudança de paradigma da AAP 2025 — a decisão sobre cirurgia cardíaca deve ser caso a caso, não baseada apenas no diagnóstico cromossômico.

Sobrevida e marcos do desenvolvimento (AAP 2025)

  • 5–40% sobrevivem até 1 mês (variável conforme comorbidades, nível de intervenção, idade gestacional, sexo).
  • 5–15% sobrevivem até 1 ano.
  • Sobreviventes prolongados (anos, ocasionalmente até a 2ª década) — comprometimento cognitivo e motor grave universal, mas alguns atingem marcos sociais e interativos.
  • Cuidadores frequentemente relatam qualidade de vida positiva em sobreviventes.

Causas de óbito mais comuns

  • Apneia central
  • Cardiopatia complexa
  • Sepse
  • Convulsões refratárias

Comorbidades Pós-natais Relevantes

Cardiopatia — total 57–80%, severa 17% (AAP 2025)

Espectro Pierpont 2018 (AHA Statement) + AAP 2025:

  • Defeitos septais — CIA, CIV, PCA (mais comuns)
  • Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (HLHS)
  • Defeitos de lateralidade e isomerismo atrial — característico de T13 (reflete anomalias da linha média típicas da síndrome)
  • ToF (25%)
  • TGA (20%)
  • Coarctação aórtica
  • Anomalias complexas

Estratificação por gravidade:

  • Cardiopatia total: 57–80% dos fetos com T13
  • Cardiopatia severa: 17% (AAP 2025) — implica decisão sobre conduta cirúrgica
  • Para comparação: T18 cursa com cardiopatia total 80–90%, severa ~20%

Avaliação: ecocardiograma fetal especializado obrigatório em todo feto com T13.

SNC

  • Holoprosencefalia (30%) — espectro alobar > semilobar > lobar.
  • Convulsões frequentes.
  • Deficiência intelectual severa universal em sobreviventes.

Craniofacial

  • Microftalmia/anoftalmia, coloboma, ciclopia (espectro holoprosencefalia).
  • Fenda labio-palatal mediana (~70%).
  • Aplasia cutis congênita do escalpo (patognomônica).

Esquelética

  • Polidactilia pós-axial (>80%, patognomônica).

Renal

  • Rim policístico / displásico (~30%).

Gastrointestinal

  • Onfalocele (~60%).

Aconselhamento Pré-natal

Pontos-chave para a conversa

  1. NIPT positivo é rastreamento, não diagnóstico — confirmação invasiva mandatória.
  2. Mudança de paradigma (AAP 2025): a caracterização histórica de T13 como "uniformemente letal" está desatualizada. Apresentar dados atualizados:
    • Mediana de sobrevida 12,5 dias, mas 19,8% sobrevivem 1 ano e 12,9% sobrevivem 10 anos (Nelson 2016).
    • Status citogenético importa muito: T13 completa ~5% sobrevida 10 anos; mosaico/parcial ~25% (Ludorf 2025).
    • Pacientes operados (cardíaco/outros) têm sobrevida em 1 ano de ~70% entre os que sobrevivem ao procedimento.
  3. Discussão sobre intervenções neonatais é caso a caso — AAP 2025 e AATS 2024 recomendam que decisões cirúrgicas NÃO sejam baseadas apenas no diagnóstico cromossômico, e sim considerando: gravidade da cardiopatia, presença de outras anomalias, evidências disponíveis e valores da família.
  4. Cuidados paliativos perinatais — apresentar como abordagem assistencial completa, com plano de cuidados centrado no conforto e suporte familiar.
  5. Risco de recorrência por translocação Robertsoniana — atenção especial (T13 tem a maior frequência de translocações entre as 3 trissomias — 8%):
    • Translocação NÃO-homóloga rob(13;14) (a mais comum) — Engels 2008 (n=101 famílias):
      • Frequência de abortos espontâneos em portadoras femininas: 27,6%
      • T13 detectada em amniocentese: 7,1% (3/42 casos)
      • Natimortos: 3,3% (portadoras femininas) e 1,4% (portadores masculinos)
      • IMPORTANTE — interpretação do risco: o 7,1% em amniocentese NÃO se traduz em risco equivalente de nascidos vivos. Após correção para viés de ascertainment, nenhum nascido vivo com T13 translacional foi detectado no estudo, devido à alta taxa de perda fetal entre amniocentese e termo. Aconselhar com base no risco real ao nascimento (próximo a zero), não no risco em amniocentese.
      • Sem aumento de infertilidade em portadores
    • Translocação HOMÓLOGA rob(13;13)(q10;q10)TODOS os gametas são alterados (monossomia 13 letal ou trissomia 13). Na prática: risco quase certo de perda fetal recorrente; raríssimos nascidos vivos com T13. Aborto recorrente é o desfecho clínico mais provável. PGT-SR (preimplantation genetic testing for structural rearrangements) é alternativa para casais portadores.
    • De novo vs herdada — Hook 1980 estimou que ~50% das translocações D/13 em nascidos vivos são familiares, ~50% de novo. Cariótipo dos pais é a única forma de distinguir.
  6. Cariótipo dos pais é mandatório quando o diagnóstico fetal é por translocação — diferencia esporádica de herdada e direciona o aconselhamento.
  7. Variabilidade fenotípica — mosaicos podem ter prognóstico significativamente melhor.

Cuidados éticos

  • Aconselhamento multidisciplinar com informação completa sobre diagnóstico, prognóstico e plano de cuidados — incluindo cuidados paliativos perinatais quando aplicáveis.
  • Utilizar dados atualizados (não usar literatura pré-2015 isoladamente — paradigma de "uniformemente letal" está desatualizado).
  • Linguagem respeitosa e centrada na pessoa.
  • Oferecer tempo adequado, segunda consulta quando solicitada e suporte emocional à família.
  • Aconselhamento conjunto medicina fetal + genética clínica + neonatologia + cuidados paliativos.

Glossário de abreviações

Sigla Significado
AAP American Academy of Pediatrics
ACMG American College of Medical Genetics and Genomics
ACOG American College of Obstetricians and Gynecologists
CCN Comprimento cabeça-nádega
cfDNA DNA livre circulante (cell-free DNA) — base do NIPT
CGH Comparative Genomic Hybridization (técnica de microarray)
CIA Comunicação interatrial
CIV Comunicação interventricular
CMA Microarray cromossômico (Chromosomal Microarray Analysis)
CVS Biópsia de vilo corial (Chorionic Villus Sampling)
ECMO Oxigenação por membrana extracorpórea
FPR Taxa de falsos positivos (False Positive Rate)
HLHS Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo
HPE Holoprosencefalia
IC Intervalo de confiança
JAMA Journal of the American Medical Association
NIPT Teste pré-natal não invasivo (Non-Invasive Prenatal Test) — sinônimo de cfDNA
OR Odds Ratio (razão de chances)
PCA Persistência do canal arterial
PPV Valor preditivo positivo (Positive Predictive Value)
RCIU Restrição de crescimento intrauterino
SMFM Society for Maternal-Fetal Medicine
T13 Trissomia 13 (Síndrome de Patau)
T18 Trissomia 18 (Síndrome de Edwards)
T21 Trissomia 21 (Síndrome de Down)
TGA Transposição das grandes artérias
TN Translucência nucal
ToF Tetralogia de Fallot
USG Ultrassonografia

Referências citadas

  1. American College of Obstetricians and Gynecologists. Screening for Fetal Chromosomal Abnormalities: ACOG Practice Bulletin, Number 226. Obstet Gynecol. 2020;136(4):e48-e69.
  2. American College of Obstetricians and Gynecologists & Society for Maternal-Fetal Medicine. Obstetric Care Consensus #11, Pregnancy at Age 35 Years or Older. Am J Obstet Gynecol. 2023;228(3):B25-B40. (Tabela de risco T13 por idade materna)
  3. Pyle AK, George TN, Cummings JJ, Laventhal NT. Guidance for Caring for Infants and Children With Trisomy 13 and Trisomy 18: Clinical Report. Pediatrics. 2025;156(2):e2025072719.
  4. Nelson KE, Rosella LC, Mahant S, Guttmann A. Survival and Surgical Interventions for Children With Trisomy 13 and 18. JAMA. 2016;316(4):420-8.
  5. Ludorf KL, Benjamin RH, Shumate CJ, et al. Long-Term Survival Among Children With Trisomy 13 and Trisomy 18 by Cytogenetic Status. JAMA Network Open. 2025;8(9):e2529885.
  6. Kosiv KA, Gossett JM, Bai S, Collins RT. Congenital Heart Surgery on in-Hospital Mortality in Trisomy 13 and 18. Pediatrics. 2017;140(5):e20170772.
  7. Cooper DS, Riggs KW, Zafar F, et al. Cardiac Surgery in Patients With Trisomy 13 and 18. J Am Heart Assoc. 2019;8(13):e012349.
  8. Pierpont ME, Brueckner M, Chung WK, et al. Genetic Basis for Congenital Heart Disease: Revisited: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2018;138(21):e653-e711.
  9. Cuckle H, Morris J. Maternal Age in the Epidemiology of Common Autosomal Trisomies. Prenat Diagn. 2021;41(5):573-583.
  10. Savva GM, Walker K, Morris JK. The Maternal Age-Specific Live Birth Prevalence of Trisomies 13 and 18 Compared to Trisomy 21. Prenat Diagn. 2010;30(1):57-64.
  11. Tekendo-Ngongang C, Muenke M, Kruszka P. Holoprosencephaly Overview. GeneReviews® [Internet]. Updated 2020 Mar 5. (Pseudotrissomia 13 e via SHH)
  12. Mercier S, Dubourg C, Garcelon N, et al. New Findings for Phenotype-Genotype Correlations in a Large European Series of Holoprosencephaly Cases. J Med Genet. 2011;48(11):752-60.
  13. Dubourg C, Carré W, Hamdi-Rozé H, et al. Mutational Spectrum in Holoprosencephaly Shows That FGF Is a New Major Signaling Pathway. Hum Mutat. 2016;37(12):1329-1339.
  14. Kim A, Savary C, Dubourg C, et al. Integrated Clinical and Omics Approach to Rare Diseases: Novel Genes and Oligogenic Inheritance in Holoprosencephaly. Brain. 2019;142(1):35-49.
  15. Bendavid C, Rochard L, Dubourg C, et al. Array-CGH Analysis Indicates a High Prevalence of Genomic Rearrangements in Holoprosencephaly. Hum Mutat. 2009;30(8):1175-82.
  16. de Sá Bittencourt Câmara Bastos C, et al. Outcomes of Heart Surgery in Neonates With Trisomy 13 and 18. Eur J Pediatr. 2025;184(7):430.
  17. Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM), Prabhu M, Kuller JA, Biggio JR. Consult Series #57: Evaluation and Management of Isolated Soft Ultrasound Markers for Aneuploidy in the Second Trimester. Am J Obstet Gynecol. 2021;225(4):B2-B15.
  18. Iglesias AI, Van Opstal D, Thurik FF, et al. Residual Risks of Fetal Chromosome Aberrations When Cell-Free DNA Prenatal Screening Is Normal. Prenat Diagn. 2025. doi:10.1002/pd.6888.
  19. Janvier A, Farlow B, Wilfond BS. The experience of families with children with trisomy 13 and 18. Pediatrics. 2012;130(2):293-8.
  20. Sandouk J, Hamad S, Al Sakkal L, Alhalabi M. De Novo Rob Translocation 45,XX,Rob(13;13)(q10;q10) in a Syrian Woman With Recurrent Miscarriages. Medicine. 2025;104(16):e42128.
  21. Alberman E, Mutton D, Morris JK. Cytological and Epidemiological Findings in Trisomies 13, 18, and 21: England and Wales 2004-2009. Am J Med Genet A. 2012;158A(5):1145-50. (Distribuição de mecanismos genéticos T13: 92% livre, 8% translocação, 1% mosaicismo)
  22. Engels H, Eggermann T, Caliebe A, et al. Genetic Counseling in Robertsonian Translocations Der(13;14): Frequencies of Reproductive Outcomes and Infertility in 101 Pedigrees. Am J Med Genet A. 2008;146A(20):2611-6. (Risco de recorrência rob(13;14))
  23. Hook EB. Rates of 47,+13 and 46 Translocation D/13 Patau Syndrome in Live Births and Comparison With Rates in Fetal Deaths and at Amniocentesis. Am J Hum Genet. 1980;32(6):849-58.
  24. Bandyopadhyay R, Heller A, Knox-DuBois C, et al. Parental Origin and Timing of De Novo Robertsonian Translocation Formation. Am J Hum Genet. 2002;71(6):1456-62.
  25. Dungan JS, Klugman S, Darilek S, et al. Noninvasive Prenatal Screening (NIPS) for Fetal Chromosome Abnormalities in a General-Risk Population: An Evidence-Based Clinical Guideline of the ACMG. Genet Med. 2023;25(2):100336. (Sensibilidade e PPV do NIPT para T13)
  26. Dar P, Jacobsson B, MacPherson C, et al. Cell-Free DNA Screening for Trisomies 21, 18, and 13 in Pregnancies at Low and High Risk for Aneuploidy With Genetic Confirmation. Am J Obstet Gynecol. 2022;227(2):259.e1-259.e14.
  27. Sun X, Ying Y, Chen C, Shi X. Cell-Free DNA Screening for Trisomies 21, 18, and 13: Clinical Application and Accuracy Evaluation. PLoS One. 2025;20(10):e0332081.

Aviso clínico

Este atlas é uma ferramenta de apoio à decisão clínica, não um dispositivo médico certificado. O método aqui implementado não foi submetido a aprovação regulatória para uso diagnóstico autônomo.

O resultado não estabelece diagnóstico nem define conduta obstétrica. A avaliação clínica completa requer integração com outros parâmetros.

A decisão sobre conduta clínica é responsabilidade exclusiva do médico assistente, baseada em julgamento clínico individualizado, diretrizes vigentes do serviço e discussão com a paciente. Use os resultados com prudência e como uma das informações entre várias.