Trissomia 13 (Síndrome de Patau)
Identificação
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome | Trissomia 13 |
| Epônimo | Síndrome de Patau |
| OMIM | — (cromossomopatia numérica; sem entrada OMIM dedicada) |
| Orpha | 3378 (link) |
| Mecanismo genético | Trissomia 13 livre (~92%, não-disjunção meiótica) · Translocação Robertsoniana (~8% — a maior proporção entre as 3 trissomias autossômicas; rob(13;14) é a mais comum) · Mosaicismo (~1%) — Alberman 2012 (registro Inglaterra/País de Gales 2004-2009, n=985) |
| Herança | Esporádica na maioria; translocação Robertsoniana pode ser herdada — investigar pais sempre que diagnóstico for por translocação |
| Sistema afetado | Multissistêmico (SNC, craniofacial, cardíaco, renal, esquelético, GU) |
| Grupo | Aneuploidia cromossômica autossômica |
Epidemiologia
Incidência geral ao nascimento: 1,35:10.000 nascidos vivos (AAP 2025, dados dos EUA), com variação internacional de 1,15–1,9:10.000. Literatura clássica reporta 1:5.000–12.000 (Hook 1980), refletindo diferenças metodológicas entre coortes históricas e contemporâneas.
Risco por idade materna ao nascimento — ACOG/SMFM Obstetric Care Consensus #11 (2023):
| Idade materna | Risco de T13 ao nascimento |
|---|---|
| 20 anos | 1:10.000 |
| 25 anos | 1:10.000 |
| 30 anos | 1:5.000 |
| 35 anos | 1:2.500 |
| 38 anos | ~1:1.250* |
| 40 anos | 1:714 |
| 42 anos | ~1:500* |
| 45 anos | ~1:333* |
Valores para 38, 42 e 45 anos são interpolados a partir do ACOG/SMFM 2023.
Nota epidemiológica importante: A T13 tem alta taxa de perda fetal entre 1T e termo. A razão T13:T21 ao nascimento varia com a idade materna — de 1:9 em idades jovens para 1:19 em idades avançadas. Isso significa que T13 aumenta menos acentuadamente com idade materna que T21 (Cuckle & Morris 2021). Calculadoras de rastreamento usam o risco da idade gestacional do exame, não do nascimento.
Achados Ultrassonográficos
1º Trimestre (11–13⁺⁶ semanas, CCN 45–84 mm)
Marcadores de alto impacto (V12):
- Translucência nucal aumentada marcada — mediana ~6,8 mm em fetos com T13 (uma das maiores entre as aneuploidias).
- Osso nasal ausente — ~45% dos fetos com T13.
- Onfalocele.
- Megacistia.
- Holoprosencefalia precoce (pode ser identificada já no 1T tardio).
Conduta após achados sugestivos:
- Oferecer NIPT (cfDNA) — sensibilidade 93–99% para T13 (ACMG 2023: 92,85%, IC 95% 81,15–97,5%) com maior variabilidade que T21 (T13 tem menos casos estudados). FPR ~0,04%.
- CVS com cariótipo + CMA quando achado estrutural maior está presente.
- Avaliação anatômica detalhada às 16 semanas (ecocardio, neurossono).
2º e 3º Trimestres
Achados estruturais clássicos — os "7 P's da T13" (V12):
- HoloProsencefalia alobar (~30%) — fusão talâmica, monoventrículo.
- Fenda labio-Palatal mediana (~70%).
- Polidactilia pós-axial (>80%) — PATOGNOMÔNICA.
- Pump (cardiopatia complexa) — >80%: ToF (25%), TGA (20%), coarctação, anomalias complexas.
- rim Policístico/displásico (~30%).
- cutis aPlásica (aplasia cutis congênita do escalpo) — patognomônica.
- micrOftalmia/anoftalmia [?] mnemônico clássico inclui essa como "P de oftalmia"; revisar lista canônica.
Outros achados V12:
- Ciclopia / hipotelorismo (espectro da holoprosencefalia).
- Onfalocele (~60%).
- RCIU.
- Polihidrâmnio.
- Movimentos fetais reduzidos (em casos avançados).
Padrão clínico-clássico de T13 ao USG: Holoprosencefalia + fenda mediana + polidactilia + cardiopatia complexa.
Conduta:
- Confirmar com NIPT → CVS/amniocentese + cariótipo + CMA.
- Excluir translocação Robertsoniana 13;14 — implicação direta para risco de recorrência.
Diagnóstico Diferencial
| Síndrome | Pontos de distinção |
|---|---|
| Trissomia 18 | Punhos cerrados com sobreposição de dedos (patognomônico) + RCIU precoce + cardiopatia. T13 cursa com polidactilia e fenda mediana — T18 não. |
| Pseudotrissomia 13 (HPE não-sindrômica + cariótipo normal) | Holoprosencefalia ± fenda mediana ± polidactilia, mas com cariótipo NORMAL. Causada por mutações em genes da via Sonic Hedgehog (ver tabela abaixo). Aprox. 25% dos pacientes com HPE não-sindrômica têm mutação identificável. |
| Meckel-Gruber | Encefalocele occipital + rins policísticos bilaterais + polidactilia (não holoprosencefalia / fenda mediana). Cariótipo normal. AR com risco de recorrência 25%. |
| Holoprosencefalia isolada | Apenas SNC — sem polidactilia, sem cardiopatia complexa, sem aplasia cutis. |
| Smith-Lemli-Opitz | Polidactilia pós-axial + genitália ambígua + cardiopatia + RCIU. Dosagem de 7-DHC eleva-se. |
| Bardet-Biedl | Polidactilia + rins policísticos + obesidade pós-natal. Sem holoprosencefalia, sobrevida longa. |
Pseudotrissomia 13 — base genética
A literatura usa "pseudotrissomia 13" para a combinação holoprosencefalia ± polidactilia pós-axial com cariótipo normal. Aprox. 25–50% dos casos de HPE têm anormalidade cromossômica; ~25% dos casos de HPE não-sindrômica (com cariótipo normal) têm mutação identificada nos genes principais (Mercier 2011, GeneReviews/Tekendo-Ngongang 2020). Os principais genes:
| Gene | Frequência em HPE não-sindrômica* | Características clínicas |
|---|---|---|
| SHH | 5,4–5,9% | Espectro completo de HPE. Anomalias renais/urinárias mais comuns. Microformas mais frequentes (incisivo central único, hipotelorismo isolado). |
| ZIC2 | 4,8–5,2% | Estreitamento bitemporal, fissuras palpebrais oblíquas para cima, orelhas grandes, nariz curto, filtro largo e profundo. 70% mutações de novo. Alta penetrância. Formas mais graves de HPE. |
| SIX3 | ~3% | Espectro de HPE. Associado a tipos mais graves. |
| TGIF1 | 1% | Espectro completo de gravidade. |
| GLI2 | Frequência similar | NÃO causa HPE verdadeira — produz fenótipo distinto: síndrome de Culler-Jones (anomalias hipofisárias + polidactilia + características faciais sutis). Confusão histórica importante. |
| FGF8 / FGFR1 | Via FGF reconhecida como principal junto às outras 4 (SHH/ZIC2/SIX3/TGIF1) — Dubourg 2016. | |
| DLL1, DISP1, SUFU | Genes menores — pequena % dos casos. |
* Nota técnica: as frequências apresentadas referem-se à porcentagem de TODOS os casos de HPE não-sindrômica (não apenas dos casos com mutação identificada). A soma das principais (~15–20%) reflete a fração de casos genotipicamente esclarecidos. Os ~25% gerais com diagnóstico molecular incluem também rearranjos cromossômicos detectáveis por array (~22% — Bendavid 2009). ~70% permanecem sem causa genética identificada após investigação completa (GeneReviews 2020).
Pontos importantes:
- Herança oligogênica: estudos recentes (Kim 2019) mostram que HPE frequentemente é resultado de "múltiplos hits" — mutações duplas em genes diferentes. Aconselhamento de recorrência precisa considerar isso.
Implicação diagnóstica e de aconselhamento
Diante de HPE + polidactilia + cariótipo NORMAL:
- CMA (array-CGH) — pode pegar rearranjos não vistos no cariótipo (~22%).
- Painel de HPE com sequenciamento (SHH, ZIC2, SIX3, TGIF1, GLI2, FGF8, FGFR1, DISP1, SUFU, DLL1) — diagnóstico em ~25%.
- Importante separar GLI2 → Culler-Jones (não é HPE verdadeira; conduta clínica diferente).
- Mosaicismo placentário confinado pode dar T13 no NIPT/CVS com fenótipo discreto/ausente — confirmar com amniocentese.
Investigação Complementar
Fluxo recomendado
1ª linha:
- NIPT (cfDNA) — sensibilidade 93–99% para T13 (ACMG 2023). PPV em população geral é apenas ~37% (IC 95% 26,1–50,0%) — significativamente menor que T21 (91,8%). Resultado positivo exige confirmação invasiva obrigatória.
- Resultado positivo → sempre confirmar com cariótipo invasivo.
Confirmação invasiva:
- CVS (10–13 sem) — preferida no 1T.
- Amniocentese (≥15 sem) — alternativa.
- Cariótipo + CMA — confirma trissomia livre vs translocação Robertsoniana vs mosaico.
- QF-PCR — triagem rápida.
- Cariótipo dos pais — obrigatório quando o diagnóstico é por translocação.
Conduta para marcadores isolados pós-NIPT negativo
Princípio SMFM Consult Series #57 (2021) — aplicável a T21, T18 e T13 igualmente (GRADE 1B): "Não recomendamos teste diagnóstico para aneuploidia exclusivamente para avaliação de marcador isolado após resultado negativo de triagem sérica ou cfDNA."
Fundamento: o NIPT tem sensibilidade 93–99% para T13 (ACMG 2023; menor que para T21 e T18). Após cfDNA negativo, marcadores isolados não justificam invasivo.
Exceções importantes:
- Anomalia estrutural maior verdadeira (não marcador isolado) — risco residual sobe para ~1:8 a 1:12 mesmo com cfDNA negativo (Iglesias 2025). Microarray cromossômico (CMA) deve ser oferecido — GRADE 1A.
- Múltiplos marcadores (≥2) — aconselhamento genético e considerar CMA.
- Achados específicos de T13 (holoprosencefalia, polidactilia pós-axial, fenda mediana) — NÃO são marcadores menores; são anomalias estruturais maiores e justificam invasivo + CMA mesmo pós-NIPT negativo.
- Autonomia da paciente — qualquer paciente pode optar por invasivo após aconselhamento informado.
Prognóstico
Mudança de paradigma (AAP 2025): a caracterização histórica de T13 como "uniformemente letal" está desatualizada. Cuidados intensivos modernos — incluindo cirurgia cardíaca em casos selecionados — alteraram o desfecho em uma fração dos pacientes. O status citogenético importa muito — formas mosaico/parciais têm sobrevida significativamente maior. Decisões devem ser individualizadas, não baseadas apenas no diagnóstico cromossômico (Pyle 2025).
Sobrevida atualizada — Nelson 2016 (Ontário, n=174)
| Marco | Probabilidade |
|---|---|
| Mediana de sobrevida | 12,5 dias (IQR 2–195) |
| Sobrevida em 1 ano | 19,8% (IC 95% 14,2–26,1) |
| Sobrevida em 10 anos | 12,9% (IC 95% 8,4–18,5) |
| Sobrevida em 1 ano pós-cirurgia (qualquer tipo) | 70,7% (IC 95% 54,3–82,2) |
Sobrevida por status citogenético — Ludorf 2025 (JAMA Network Open)
| Forma | Sobrevida em 10 anos |
|---|---|
| T13 completa | ~5% |
| T13 mosaico ou parcial | ~25% |
Diferença de aproximadamente 5× — implicação direta no aconselhamento e na decisão sobre intervenções.
Cirurgia cardíaca — Kosiv 2017 / Cooper 2019 / Bastos 2025
- Cirurgia cardíaca foi realizada em apenas ~7% dos casos com cardiopatia (Kosiv 2017).
- Mortalidade hospitalar 45% menor nos operados (p=0,003) — Kosiv 2017.
- Mortalidade operatória ~15% em 73 operações analisadas — Cooper 2019.
- Ventilação mecânica pré-operatória é o principal preditor de pior desfecho (OR mortalidade >8).
- ECMO pode ser considerado caso a caso — não é contraindicação isolada (AATS 2024).
Meta-análise sistemática Bastos 2025 (n=1.627 pacientes T13/T18)
Primeira meta-análise sistemática sobre cirurgia cardíaca em T13/T18 (5 estudos retrospectivos):
- Mortalidade hospitalar reduzida em 88% com cirurgia (OR 0,12, IC 95% 0,03–0,42, p<0,01).
- Sobrevida em 12 meses aumentou ~20× (OR 19,77, IC 95% 5,12–76,36).
- Taxa de alta hospitalar aumentou ~12,5× (OR 12,53, IC 95% 3,63–43,22).
- Limitações importantes: todos os estudos incluídos são retrospectivos com risco moderado de viés (de seleção dos pacientes operados); dados sobre qualidade de vida pós-operatória são escassos.
Esses dados sustentam a mudança de paradigma da AAP 2025 — a decisão sobre cirurgia cardíaca deve ser caso a caso, não baseada apenas no diagnóstico cromossômico.
Sobrevida e marcos do desenvolvimento (AAP 2025)
- 5–40% sobrevivem até 1 mês (variável conforme comorbidades, nível de intervenção, idade gestacional, sexo).
- 5–15% sobrevivem até 1 ano.
- Sobreviventes prolongados (anos, ocasionalmente até a 2ª década) — comprometimento cognitivo e motor grave universal, mas alguns atingem marcos sociais e interativos.
- Cuidadores frequentemente relatam qualidade de vida positiva em sobreviventes.
Causas de óbito mais comuns
- Apneia central
- Cardiopatia complexa
- Sepse
- Convulsões refratárias
Comorbidades Pós-natais Relevantes
Cardiopatia — total 57–80%, severa 17% (AAP 2025)
Espectro Pierpont 2018 (AHA Statement) + AAP 2025:
- Defeitos septais — CIA, CIV, PCA (mais comuns)
- Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (HLHS)
- Defeitos de lateralidade e isomerismo atrial — característico de T13 (reflete anomalias da linha média típicas da síndrome)
- ToF (25%)
- TGA (20%)
- Coarctação aórtica
- Anomalias complexas
Estratificação por gravidade:
- Cardiopatia total: 57–80% dos fetos com T13
- Cardiopatia severa: 17% (AAP 2025) — implica decisão sobre conduta cirúrgica
- Para comparação: T18 cursa com cardiopatia total 80–90%, severa ~20%
Avaliação: ecocardiograma fetal especializado obrigatório em todo feto com T13.
SNC
- Holoprosencefalia (30%) — espectro alobar > semilobar > lobar.
- Convulsões frequentes.
- Deficiência intelectual severa universal em sobreviventes.
Craniofacial
- Microftalmia/anoftalmia, coloboma, ciclopia (espectro holoprosencefalia).
- Fenda labio-palatal mediana (~70%).
- Aplasia cutis congênita do escalpo (patognomônica).
Esquelética
- Polidactilia pós-axial (>80%, patognomônica).
Renal
- Rim policístico / displásico (~30%).
Gastrointestinal
- Onfalocele (~60%).
Aconselhamento Pré-natal
Pontos-chave para a conversa
- NIPT positivo é rastreamento, não diagnóstico — confirmação invasiva mandatória.
- Mudança de paradigma (AAP 2025): a caracterização histórica de T13 como "uniformemente letal" está desatualizada. Apresentar dados atualizados:
- Mediana de sobrevida 12,5 dias, mas 19,8% sobrevivem 1 ano e 12,9% sobrevivem 10 anos (Nelson 2016).
- Status citogenético importa muito: T13 completa ~5% sobrevida 10 anos; mosaico/parcial ~25% (Ludorf 2025).
- Pacientes operados (cardíaco/outros) têm sobrevida em 1 ano de ~70% entre os que sobrevivem ao procedimento.
- Discussão sobre intervenções neonatais é caso a caso — AAP 2025 e AATS 2024 recomendam que decisões cirúrgicas NÃO sejam baseadas apenas no diagnóstico cromossômico, e sim considerando: gravidade da cardiopatia, presença de outras anomalias, evidências disponíveis e valores da família.
- Cuidados paliativos perinatais — apresentar como abordagem assistencial completa, com plano de cuidados centrado no conforto e suporte familiar.
- Risco de recorrência por translocação Robertsoniana — atenção especial (T13 tem a maior frequência de translocações entre as 3 trissomias — 8%):
- Translocação NÃO-homóloga rob(13;14) (a mais comum) — Engels 2008 (n=101 famílias):
- Frequência de abortos espontâneos em portadoras femininas: 27,6%
- T13 detectada em amniocentese: 7,1% (3/42 casos)
- Natimortos: 3,3% (portadoras femininas) e 1,4% (portadores masculinos)
- IMPORTANTE — interpretação do risco: o 7,1% em amniocentese NÃO se traduz em risco equivalente de nascidos vivos. Após correção para viés de ascertainment, nenhum nascido vivo com T13 translacional foi detectado no estudo, devido à alta taxa de perda fetal entre amniocentese e termo. Aconselhar com base no risco real ao nascimento (próximo a zero), não no risco em amniocentese.
- Sem aumento de infertilidade em portadores
- Translocação HOMÓLOGA rob(13;13)(q10;q10) → TODOS os gametas são alterados (monossomia 13 letal ou trissomia 13). Na prática: risco quase certo de perda fetal recorrente; raríssimos nascidos vivos com T13. Aborto recorrente é o desfecho clínico mais provável. PGT-SR (preimplantation genetic testing for structural rearrangements) é alternativa para casais portadores.
- De novo vs herdada — Hook 1980 estimou que ~50% das translocações D/13 em nascidos vivos são familiares, ~50% de novo. Cariótipo dos pais é a única forma de distinguir.
- Translocação NÃO-homóloga rob(13;14) (a mais comum) — Engels 2008 (n=101 famílias):
- Cariótipo dos pais é mandatório quando o diagnóstico fetal é por translocação — diferencia esporádica de herdada e direciona o aconselhamento.
- Variabilidade fenotípica — mosaicos podem ter prognóstico significativamente melhor.
Cuidados éticos
- Aconselhamento multidisciplinar com informação completa sobre diagnóstico, prognóstico e plano de cuidados — incluindo cuidados paliativos perinatais quando aplicáveis.
- Utilizar dados atualizados (não usar literatura pré-2015 isoladamente — paradigma de "uniformemente letal" está desatualizado).
- Linguagem respeitosa e centrada na pessoa.
- Oferecer tempo adequado, segunda consulta quando solicitada e suporte emocional à família.
- Aconselhamento conjunto medicina fetal + genética clínica + neonatologia + cuidados paliativos.
Glossário de abreviações
| Sigla | Significado |
|---|---|
| AAP | American Academy of Pediatrics |
| ACMG | American College of Medical Genetics and Genomics |
| ACOG | American College of Obstetricians and Gynecologists |
| CCN | Comprimento cabeça-nádega |
| cfDNA | DNA livre circulante (cell-free DNA) — base do NIPT |
| CGH | Comparative Genomic Hybridization (técnica de microarray) |
| CIA | Comunicação interatrial |
| CIV | Comunicação interventricular |
| CMA | Microarray cromossômico (Chromosomal Microarray Analysis) |
| CVS | Biópsia de vilo corial (Chorionic Villus Sampling) |
| ECMO | Oxigenação por membrana extracorpórea |
| FPR | Taxa de falsos positivos (False Positive Rate) |
| HLHS | Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo |
| HPE | Holoprosencefalia |
| IC | Intervalo de confiança |
| JAMA | Journal of the American Medical Association |
| NIPT | Teste pré-natal não invasivo (Non-Invasive Prenatal Test) — sinônimo de cfDNA |
| OR | Odds Ratio (razão de chances) |
| PCA | Persistência do canal arterial |
| PPV | Valor preditivo positivo (Positive Predictive Value) |
| RCIU | Restrição de crescimento intrauterino |
| SMFM | Society for Maternal-Fetal Medicine |
| T13 | Trissomia 13 (Síndrome de Patau) |
| T18 | Trissomia 18 (Síndrome de Edwards) |
| T21 | Trissomia 21 (Síndrome de Down) |
| TGA | Transposição das grandes artérias |
| TN | Translucência nucal |
| ToF | Tetralogia de Fallot |
| USG | Ultrassonografia |
Referências citadas
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